QUATRO INTERESSES DE UM LIVRO (Eclesiastes 12.12-13)

Imaginemos um mundo sem livros! Seria um mundo sem história, sem cultura progressiva (literária, musical, científica e religiosa). Seria um, mundo sem alegria, monótono. Seria um mundo sem Bíblia. O livro registra as descobertas da Ciência. O livro registra o movimento das massas, as guerras, os sistemas sociais. O livre descreve os caracteres, colocando diante de nós exemplos de todos os tipos. O livro distrai a mente ao mesmo tempo que a leitura. Não posso viajar na Ásia, mas posso conhecê-la através dos livros.

O livro nos acompanha do berço à sepultura e no Juízo Final ainda veremos o livro. Ao nascermos, abre-se um livro, ao casarmos, outro livro, na escola, outro, no dia da morte, outro. Foi pensando, por certo, no valor majestoso do livro que Castro Alves (18470-1871) escreveu: "O livro caindo na alma - é que faz a palma - é chuva faz o mar"...Mas, será que toda leitura tem igual valor? Mencionarei quatro coisas que julgo serem os quatro interesses principais de um livro ou as quatro coisas que nos devem impulsionar a consultá-lo.


I - O AUTOR DO LIVRO

a) A personalidade de um indivíduo não se dissocia de sua obra.

b) "Palavra sem vida tem pouca autoridade", disse João Calvino (1509-1564).

c) Há livros cujo autor é o seu mais empolgante fator.

d) Nem sempre é possível conhecermos o autor, mas o prefácio do livro pode no-lo apresentar, ou o índice da matéria.

Todavia, não somos obrigados a ler um livro inteiro pelo simples fato de o termos comprado. A Bíblia manda várias vezes que se escreva livros. Se alguém aqui desejar ser escritor é uma boa coisa. Mas não perca de vista Apocalipse 21.5


II - O ASSUNTO DO LIVRO

1. Não vos direi que só deveis ler a Bíblia. Ela é a principal leitura, mas não a única. Deveis ler vários assuntos: Poesia, esta é uma leitura que descansa. Quando o poeta é bom, ler seus livros é quase um tônico. Espairece, distrai.

2. Contos: Eis um gênero interessante de leitura. Os de Monteiro Lobato (1882-1948) fazem-nos rir, e os de Arthur Conan Doyle (1859-1930), autor de Sherlock Holmes, despertam a imaginação e os de Machado de Assis (1839-1909) revelam-nos tipos magníficos, frisando a psicologia humana. As Crônicas distraem também a mente.

3. Romance: Um romance bem escolhido é uma fantasia que faz bem. Temos alguns romances evangélicos.

4. Obras idealistas: O Crime do Silêncio; O Valor do Amigo; Vitória do Homem em Ação.

5. Obras Religiosas: Precisamos conhecer doutrinas, pontos de vista, teologias.

Há assuntos que não são imorais, mas são amorais e logo devem ser deixados de lado.


III - O LEITOR DO LIVRO

1. Há criaturas impressionáveis; outras pouco impressionáveis (Ratos e Homens é um livro para gente impressionável).

2. Se sou estudante, minha primeira leitura deve ser dos livros do meu curso. Muitos não estudam o livro do curso.

3. Há livro para se ler. Temos lido sempre e morremos sem ter lido nada. Por que então gastar tempo a ler Gibi? Se vamos presentear alguém, pensemos a que classe de pessoas vamos nos dirigir. Dar um compêndio de Filosofia a uma criança é jogar dinheiro fora.


IV - O PREÇO DO LIVRO

Nem todos os livros são acessíveis a nossos bolsos. De minha parte, valho-me dos sebos. Mas ainda assim é impossível adquirirmos muitos livros. É a oportunidade da ida à Biblioteca.

Para concluir desejo chamar a sua atenção à leitura da Bíblia. Digamos como Dimitri Marejkovski (1865-1941) escritor russo: "É um pequeno livro encadernado de 662 páginas. Leio todos os dias. Nunca lerei o bastante. Há 30 anos me acompanha. Leio e lerei enquanto meus olhos puderem enxergar. Nunca o lerei bastante. Jamais o conhecerei até o fim. Só vejo com a menina dos olhos e com a luz do meu coração. O título do Novo Testamento está tão apagado que mal se pode ler. Os dourados desmaiaram. O papel amarelou. O dorso descolou. As folhas gastaram nas margens ou têm os cantos enrolados. É necessário encaderná-lo de novo, mas não tenho coragem. por medo de me separar do pequeno livro".

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