ORIGEM, BENEFÍCIO E PRÁTICA DO DÍZIMO (Malaquias 3.10)

A Bíblia se dedica mais ao estudo do homem em relação às suas riquezas e possessões do que a outro qualquer assunto.

Foi esta a conclusão a que chegou o Dr. A.B.Rutledge. Segundo este autor, a Bíblia fala cerca de mil vezes para dar instrução a respeito do homem e sua propriedade, cerca de 500 vezes para dar instrução a respeito da oração e menos que isto para falar aos homens a respeito da fé. E nosso Jesus fala mais a respeito do homem em relação as suas propriedades do quer sobre qualquer outro assunto.


I - A ORIGEM DO DÍZIMO

A doutrina de contribuir para a Causa de Deus com um décimo de tudo quanto recebemos não foi resultante de estudos de uma comissão de finanças ou de uma convenção qualquer. A doutrina do dízimo foi arraigada no coração do homem pelo próprio Deus, muito antes que houvesse qualquer lei. Já vos chamei a atenção ao fato de que, quando ainda no Jardim do Éden, Deus proibiu o homem de se utilizar de todas as possessões materiais que ali se encontravam. Três mil e oitocentos anos antes de Cristo, já Abraão, servo do Senhor, pagava dízimo a Melquisedeque, (Gênesis 14.20 em diante). E 550 anos antes da lei de Moisés, este culto foi prestado a Deus. Depois da lei o costume foi incorporado na Lei de Moisés e durante os dias finais do Antigo Testamento sua mensagem foi dada e enfatizada por Malaquias e referendada por Jesus, nos dias da sua carne.


II - BENEFÍCIOS DO DÍZIMO


Vamos anotar uma passagem somente para mostrar alguns dos benefícios do dízimo. Haveis de replicar: “mas esta passagem nada tem com o dízimo”. Tem sim. Aqui está o exemplo de um homem que deu a Jesus para seu uso a sua propriedade. É mais que o dízimo, é mordomia. É deixar Deus mesmo administrar aquilo que lhe foi confiado.

Leiamos o capítulo 5.3 de Lucas: "E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão". E tendo em mente o episódio, poderemos chegar a uma conclusão: Notemos que Simão estava cansado... sonolento...necessitado. Mas o Senhor pediu o seu barco e Simão lhe entregou. E o Mestre pregou a multidão. Logo após, sabeis o resultado: Simão apanhara mais peixe do que jamais em sua experiência. Este peixe foi vendido e por certo lhe trouxe muitas bênçãos. Mas a bênção maior foi que seu despertamento fez com que sua própria vida fosse usada por Deus. Jesus lhe pediu o barco e como o recebeu alegremente, decidiu pedir-lhe também a vida.


1. A Bíblia promete bênçãos ao dizimista (Malaquias 3.10 nossa divisa).

2. O dízimo é a expressão de nossa gratidão para com Deus por tudo que nos concede em seu amor e graça.

3. O dízimo coloca Deus como participante dos nossos haveres. Quando alguém compra um jornal ou revista ou seja lá o que for, aquele de que comprou passa a fazer parte da personalidade em troca do seu dinheiro. Quando um homem de coração alegre entrega a Deus uma parte de seus haveres, ele está trazendo o próprio Deus mais perto da sua experiência.

4. O dízimo nos coloca no plano de financiamento dos ideais da igreja e do Reino de Deus.


III - POR QUE DEUS ESCOLHEU O DÍZIMO COMO BASE DE CONTRIBUIÇÃO PARA O HOMEM?


1. Porque Deus queria que o homem O sentisse como parte de sua vida e de suas propriedades.

2. Porque Deus precisava financiar sua obra e esta era a maneira mais exequível.

3. Porque assim fazendo, ninguém poderia se desculpar. Ninguém pode deixar de ser dizimista com uma consciência honesta.


IV - O DÍZIMO NOS DIAS QUE CORREM,

1. Como dizimar? Tirando um décimo de tudo que recebe e consagrando a Deus para o seu trabalho. O dízimo não é nosso e não deve ser por nós administrado mas pela igreja de Deus.

2. O dízimo na vida moderna não nos pertence de modo algum. Assim, como o domingo pertence a Deus, assim o dízimo Lhe pertence.

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