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MENSAGEM A JOVENS VOCACIONADOS AO MINISTÉRIO EVANGELÍSTICO

  • Foto do escritor: Pastor David Gomes
    Pastor David Gomes
  • 26 de jan.
  • 5 min de leitura

Depois da morte de Jesus, os discípulos ficaram um tanto indecisos quanto ao caminho a seguir. Estavam temerosos e tristes até depois da ressurreição. E parece mesmo, a nós, que tivessem tido uma crise quanto ao caminho a seguir. O capítulo 21 de João tem muitas lições e dá margem a muitas interpretações. Mas quero ver ali -- a par de outros ensinos -- uma nova chamada de Jesus aos seus queridos para o sentido de sua vocação.

Ao fazer a pergunta tríplice a Pedro "Amas-me", quero crer que Jesus estivesse reportando o apóstolo a cena da negação, como também a cena de sua chamada para pregar, para ser pescador de homens. Notamos que Pedro havia convidado um grupo de seus companheiros para a pescaria. Jesus estaria lhe dizendo ao existir tríplice reparação de seu feito: "Não erre outra vez, Pedro, antes lembre-se de sua chamada mais alta, a chamada para pescar homens. Lembremos que o próprio fato de que nessa noite nada apanhassem os haveria de fazer meditar em torno daquele dia em que foram chamados à missão gloriosa, quando de igual modo nada haviam apanhado.

Passam-se os dias e Jesus é assunto aos céus. Os discípulos não voltaram para a Galileia mas foram para o cenáculo a fim de permanecer em oração e em meditação em torno da obra preciosa. Passado os dias de festa espiritual e eleito o substituto de Judas, chegou o dia de gozo, quando o Espírito Santo se manifesta de modo maravilhoso. Houve alegria e houve conversões em grande número.

Os apóstolos compreenderam mais que nunca as alegrias e oportunidades de seu ministério. Sim, eles haveriam de orar e estar preparados para ouvir muitas outras vezes em seu ministério de serviço, as palavras angustiosas que partiam de corações sinceros: "Que faremos, varões irmãos?". E dentre em breve haveriam de aprender, igualmente, a  disciplinar os falsos seguidores de Cristo. E a punição de Ananias e Safira não fôra senão uma noite mal dormida para Pedro e uma provação para aqueles que se iniciavam no ministério ativo de pescar por si mesmos, sob dependência de Deus e orientação do Divino Espírito Santo. Logo em seguida o livro de Atos revela as dificuldades que se levantavam dentro da igreja, como empecilhos a um ministério glorioso.

Os apóstolos compreendiam então que seriam usados por Deus para converter corações. Mas tais corações necessitavam igualmente de ensino doutrinário. Eram corações jovens que precisavam crescer. À parte de tudo isto, começaram eles a sentir que precisavam estar resguardados contra as investidas num ambiente incrédulo. Tudo isto foi pensando na mente e coração dos apóstolos.

Chegamos, finalmente, ao capítulo seis do livro histórico que deviam produzir, se quisessem escapar de sua ira. Quão grande é, igualmente, a nossa responsabilidade de intérpretes de Deus nos dias que correm. Quanto mais olharmos para os lados, percebemos a negridão moral, a baixeza, o desrespeito e a malícia. O cerimonialismo parece querer sufocar de vez o verdadeiro sentido do culto e a expressão da vida cristã: Quando a  ênfase se coloca na letra da Bíblia e quão pouca no seu espírito e conduta. Em nossos dias, o materialismo aumenta e a dúvida de que sejam reais as sublimes doutrina apostólicas da vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Profetas somos. Elevemos bem alto o facho divino e proclamemos com coragem e desassombro as palavras do "Assim diz o Senhor".

Passando às páginas do Novo Testamento, continuamos a ver o sentido de vidas vocacionadas e chamadas para uma obra toda especial por Deus mesmo preparada. Nenhum de nós haveria de duvidar que o negócio da pescaria fora para sempre deixado pelos apóstolos que foram chamados por Jesus. Pedro, André, Tiago e João jamais voltaram a pescar para ganhar a vida. Levi ou Mateus jamais voltariam para cobrar as taxas, segundo o seu dever de publicano. Tais homens, ocupados e ativos, foram tirados de suas obrigações seculares, a fim de cumprir o ministério mais alto e mais elevado. Eles tiveram uma chamada mais alta e a chamada mais alta deve trazer em si a força que há de capacitar o homem a deixar tudo para aceitá-la.

Deixaremos para continuar nossa linha de considerações em nossa próxima oportunidade convosco. Hoje, terminaremos por fugir um pouco ao tópico para ilustrar o fato de que os homens lá fora nos consideram como uma classe separada, como um grupo que cumpre obrigações distintas das obrigações comuns:

1. Experiência no Hospital Central do Exército: "É pastor protestante. O trabalho dele deve ser mais ou menos de um padre".

2. Experiência no Hospital Jesus: "Se é pastor, pode entrar".

3. Experiência no Hospital dos Marítimos: Ela está ainda na mesa de operações: “Mas ao senhor se faculta a entrada. porque a sua missão é confortar".

Meus jovens irmãos:. Que sublime a vocação com que fomos chamados”!. Estejamos nela firmes.

Palestra em 12.09.1952

Continuaremos hoje a meditar em torno da vocação ministerial quando os apóstolos convocam a igreja para uma declaração de suma importância. "E os doze, convocando a multidão a multidão de os discípulos disseram: "Não é bom que deixemos a Palavra de Deus e sirvamos as mesas. Nós perseveramos na oração e no Ministério da Palavra" (Atos 2.6-4). Aqui está grande parte do segredo da Igreja Primitiva. Não era ela isenta de problemas grandes e graves. Existia nela problemas de hipocrisia, falsidade, murmurações,  queixas, querelas e muitas outras coisas feias que passam despercebidas aqueles que imaginam à Igreja Primitiva como composta de anjos.

Mas a Igreja Primitiva possuía um grupo de pastores que se dedicavam à oração e ao estudo da Palavra. Eram obreiros que possuíam tempo para o ministério a parte, mesmo quando um chamado inesperado aparecia o obreiro que podia dispor de tempo para atendê-lo. E mais que isto, notamos que o povo sabia onde estavam os obreiros e mandavam procurá-los para solução de seus problemas. Cornélio ouve falar de Pedro. Pedro não se encontrava em atividade secular ao receber sua mensagem, mas estava em oração. Estava sentindo pulsar o coração e Deus e por isto, possuía visões . Felipe, o evangelista, estava tão cheio do poder do Espírito Santo que podia ouvir sua voz a mandá-lo acompanhar o eunuco tanto quanto pregar aos samaritanos ou seguir para Azoto, onde, por certo, algo lhe esperava.

O ponto principal aqui é que os apóstolos sentiram em sua vocação a responsabilidade de entregar todo seu tempo para as atividades espirituais, não somente no raio de ação da igreja como também em toda a circunvizinhança.

"Nós permaneceremos na oração e no estudo da Palavra". Não percebeis aqui a razão de ser da segurança com que aqueles servos de Deus que não possuíam muito de preparo universal que usavam da Palavra de Deus e declaravam o seu conselho?

A esta altura do livro de Atos, mister se faz considerar por um pouco a figura de Paulo. Ele era um dos líderes espirituais do judaísmo, mas logo depois de sua visão gloriosa saiu para orar. Ananias o encontrou em oração e em oração Paulo recebeu algumas das maiores visões de Deus. Vale a pena ler Gálatas 1.15-19. Em conexão com esta passagem, é enriquecedor ler Filipenses 3.8, onde o apóstolo apresenta sua concepção da vida pública depois de sua chamada gloriosa.

 
 
 
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