JESUS REJEITADO EM NAZARÉ (Lucas 4.14-32)

Nosso primeiro verso nos apresenta o pouco da grande fama do divino Mestre em todas as terras em derredor. Ele ia passando pelas Sinagogas entregando-lhes da maravilha de seus ensinos e todos gostavam muito de ouvi-lo.

Depois de andar pela Galileia, Jesus sentiu desejo de falar aos seus conterrâneos, aqueles que o viram crescer em seu meio, que o viram brincar, depois de aprender o caminho da Sinagoga e do Templo, depois do ofício de carpinteiro. Sim, aqueles que estavam acostumados a ver passar o menino santo e o moço puro, aqueles que o observaram de perto e que nunca ouviram uma palavra leviana de sua boca. Era Jesus desejoso de salvar aqueles em cujo meio vivera e de quem tantas coisas más estava acostumado a ouvir: "Poderá alguma coisa boa vir de Nazaré" (João 1.46).


I - VEJAMOS JESUS ENTRE OS NAZARENOS

Imaginemos nossos olhos detidos nos cenários de quase dois mil anos atrás. Numa pequena vila do interior, cidade obscurecida pela monotonia e pelos desvarios. Em suas ruas passa um jovem de todos conhecido.

1. Era o mais puro de todos os mancebos que já pisaram em Nazaré. Aqueles que o viram crescer notavam que nele havia diferença de atitudes; havia uma nova conversa; uma nova maneira de viver.

2. Eles viram ali um moço interessado em coisas espirituais. Por certo ouviram os muitos comentários à discussão que ele tivera entre os doutores em Jerusalém. Observavam como ele os impressionava como o moço de oração.

3. Eles viam em Jesus um operário criterioso. Sim, como o que trabalhava bem em sua profissão de carpinteiro. Tão pronto a obedecer, tão atencioso às lições. Ele dava todo o exemplo de trabalho honesto.

Mas ao verem a Jesus que entrava não puderam ver a sua beleza. Sua memória os traiu. Jesus ia passando por entre as alas da Sinagoga, mas era um a mais que passava.


II - OFERTAS DE JESUS NA SINAGOGA

Ao adentrar aquela Sinagoga, Jesus o fez para adorar a Deus, para nos dar o exemplo de que devemos sempre procurar a casa de Deus. O dirigente do culto convidou-o como visitante a ler a parte que dizia respeito aos profetas. Deu-lhe o pesado rolo contendo a profecia de Isaias e Jesus começou a ler.

1. O Espírito do Senhor está sobre mim... tudo do feito em vossa terra resulta do poder do Senhor sobre mim... Este poder será usado sempre para o bem dos povos.

2. Deus me ungiu para evangelizar os pobres... evangelizar é contar as boas novas. Sim, boas novas aos pobres. Quem poderá ter mais autoridade para consolar os pobres do que aqueles que provara em toda a sua vida o mais profundo da pobreza... Nascido numa estrebaria, teve uma manjedoura por berço. Depois passou 40 dias de fome no deserto. Viveu sem ter onde reclinar a cabeça. Com toda esta gloriosa experiência o Mestre passava para trazer paz e alegria aos cativos.

3. Mas ele queria libertar os cativos também. Ele que vira do pináculo do templo o mundo que jazia prisioneiro de Satanás, queria libertar o homem de suas fraquezas seus vícios e deslizes. Quantos quebrantados por uma vaidade de ontem; quantos quebrantados por descontrole de anteontem; quantos feridos por uma má educação outrora. Jesus se apresenta como o médico de corações feridos. Haveria mal nisto?

4. Também os cegos teriam luz. João capítulo 9 fala dos cegos que julgavam ver. A estes não há luz necessária.

Deus o ungira, o fizera Cristo para anunciar o ano aceitável do Senhor. A passagem de Isaias falava também do juízo (56.1), mas o Senhor preferia parar com a misericórdia. Qual o resultado de tal Escritura?


O RESULTADO DE TAL ESCRITURA

"Expulsaram-no... "Outros o louvavam". Seus patrícios o expulsavam. O mundo é governado pelo espírito que expulsa os santos e galardoa os maus.

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