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DESENVOLVIMENTO DA IDEIA DE CULTO NA MENTE DOS JUDEUS

  • 1 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Temos de sentir que o paganismo dominou todas as áreas e todas as culturas no passado, tanto quanto no presente.

Assistia a um programa de TV há alguns dias e foi entregue ao visitante de honra uma estátua de São José, um ídolo. A apresentadora declarou: "Como São José é o santo da sua devoção, nós lhe oferecemos este exemplar". Difícil se imaginar alguém que tem cultura apreciável e projeção social que se prenda a um ídolo.


I - A ARTE DE ADORAR NOS CAMINHOS MAIS DISTANTES

Adão e Eva tinham comunhão perfeita com Deus, antes do pecado. Esta comunhão foi interrompida com a desobediência e o texto de Gênesis é bem claro: "Ouvimos a  tua voz... e estamos nus" (Gênesis 3.10). O que se entende é que a entrevista diária foi interrompida pelo ato de desobediência.

Em Gênesis 4.3-4, temos a ideia de culto manifesta em Abel. Ele escolheu o melhor que possuía para oferecer a Deus. O autor do Livro de Hebreus declara que tal gesto resultou da sua fé.

Em Gênesis 8.20-22, temos Noé que oferece a Deus algo em altar que preparou. E Deus se alegra do odor que sentiu.

Abraão tem momentos altos na sua adoração. Discuto seu proceder no livro "O Judeu Chamado Abraão". Ele edifica altar, quando os cananeus habitavam a terra. Em Gênesis 14 o vemos nos seus encontros com Melquisedeque que lhe fala de "El Elyon", ou seja, o Deus das maiores alturas. A este Deus, Abraão se consagra. No capítulo 15, lemos do seu encontro com "El Shadai" o Deus Todo-Poderoso. De novo, Abraão se dedica ao Senhor e surge experiência vivida no tipo de sacrifício que oferece. Em Gênesis 22, lemos outra experiência maravilhosa. Em Gênesis 22 a experiência maior: "Isaque é oferecido". Temos aqui a participação total de Deus na experiência do patriarca.

Mais tarde, temos o encontro de Jacó em Betel. Houve um longo tempo até que o patriarca se integrasse no pensamento da adoração e somente o fez quando Deus chamou sua atenção para tanto. Observe-se pelo voto de Betel a sadia disposição de Jacó. Depois seu enriquecimento, sua família numerosa, a saída da terra de Labão, sua experiência de Peniel, sua volta ao tempo de rotina espiritual, queda da filha, desmando dos filhos e, finalmente a chamada de Deus: Gênesis 35. No capítulo anterior a tragédia, agora a chamada de Deus para que seu novo Israel se lembrasse do voto prometido e até então não cumprido.


II - A ADORAÇÃO NO GÊNESIS É ALGO PESSOAL

Karl Barth (1886-1968) surge agora para afirmar que o direito de culto é individual. "Eu posso dizer que Deus é meu, mas devo reconhecer que meu vizinho pode fazer o mesmo". Algo profundo que se casa com o ensino de Ezequiel 18, que exalta a responsabilidade individual e pessoal.


A IDEIA DE CULTO NA LEGISLAÇÃO MOSÁICA

Moisés se encontrou com Deus na sarça. Ela não se consumia. O Rabino Meir Báal Hanês declara que Deus escolheu a sarça porque não tem madeira para servir de idolatria, nem algo que destaque a sua presença.

Vejamos o crescendo do ensino no caminho da adoração: Altares. Veja-se o altar de terra de Ezequiel 20.24-26.

 

N.R. O livro "O Judeu Chamado Abraão" de autoria do pastor David Gomes, pode ser adquirido na Escola Bíblica do Ar através do telefone (21) 2253-2849 ou 2223-3288. 

 
 
 

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