CONFISSÃO
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Sermão pregado na Igreja Batista da Tijuca , no Rio de Janeiro, em 27.07.1952 Hoje trata-se da Primeira Igreja Batista no Andaraí (RJ).
Não é nosso intuito falar hoje sobre o dogma da "Confissão Auricular", o que pretendemos fazer em outubro próximo, quando desejamos preparar uma série sobre os sete sacramentos da Igreja Romana. Hoje vamos considerar a doutrina bíblica da confissão, sem dúvida um assunto nem sempre apreciado por nós.
I - DOUTRINA DA CONFISSÃO NA BÍBLIA
1. A doutrina da confissão de pecados foi importante no meio do judaísmo. Em Levíticos 5:1-5; 16:21; Números 5:6-7, temos algo sobre a doutrina na Lei.
2. Tal fato é natural, uma vez que em qualquer religião ética acontecerá, sempre que um homem reconhecer que seu Deus é santo, então reconhecerá a necessidade de perdão e graça.
Com passar dos anos, no entanto, o assunto foi crescendo de vulto e de formalidades também. Houve mesmo um tipo de confissão pelo qual o enfermo se confessava ao rabino e houve quem dissesse que por confessar seus pecados a pessoa adquiria vida eterna.
3. A ideia bíblica de confissão se fundamenta no reconhecimento de falta, bem como na esperança de perdão de Deus. Salomão expressa essa ideia em sua oração (1Reis 8.33). a mesma ideia ocorre nos dois Salmos confessionais de Davi, o de número 32 e 51.
4. Veja-se em Provérbios 28.13 encontramos algo sobre a convivência da confissão.
5. Em Mateus 3:6 e Atos 25:8 temos a menção de que os recém-convertidos declaravam seus feitos antes de serem batizados.
II - DIVERSOS TIPOS DE CONFISSÃO
1. Confissão pública de fé (Mateus 10:32; João 9:22, 12:42)
2. Confissão de pecados envolve três classes:
1) A Deus (Salmo 32:3-6)
2) Ao semelhante (Lucas 17:4; Tiago 5:16; Mateus 5.23)
A Confissão e a oração são mútuas, disse Weymouth. Se praticarmos uma injustiça contra um irmão é nosso dever reconhecer essa injustiça, pedindo-lhe que nos perdoe. Se alguém cometer uma falta contra mim, então é seu dever confessar a falta.
3) Confissão à igreja (1Coríntios 5:3; 2Coríntios 2:6). Tais confissões devem partir como um impulso do coração que reconhece o seu erro e ao mesmo tempo o arrependimento para com o mesmo. Não costume ao pecado, mas triste pelo pecado.
III - DOUTRINA DA CONFISSÃO EM RELAÇÃO AOS CRENTES
Quando o pecador aceita Cristo, ele entra em união com Deus. Quando o crente confessa a Deus, ele cresce em sua comunhão. O não crente jamais seria salvo por confessar como o crente não seria restaurado por crer.
No capítulo primeiro da primeira Epístola de João o apóstolo fala da confissão de pecador, mas em geral interpretamos isto como se referindo a não crentes. Todavia, a menção é feita aos crentes. Há alguns fatos bem interessantes nesta passagem.
1. Há necessidade de confessarmos nossos pecados a Deus por Cristo.
2. Segundo, essa confissão é feita no espírito de não pecar mais.
3. Esta confissão é feita por meio de nosso Advogado, Jesus Cristo o justo.
No capítulo 5:16 de Tiago, temos um mandamento. E neste mandamento está outra fase do problema da confissão em relação aos crentes. Muito descontentamento entre nós vem por causa da obstinação em confessar faltas. Muitas vezes o faltoso quer defender as faltas em vez de confessá-las, daí a luta.


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