CERTEZAS ETERNAS PARA AQUELE QUE CRÊ EM CRISTO (2Timóteo 1)
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Sermão pregado na Igreja Batista da Tijuca, hoje Primeira Igreja Batista no Andaraí, em 15.11.1951
Estamos diante de um dos mais solenes textos de toda a Bíblia. Eram os últimos momentos da vida de um servo de Deus. Aguardava ele o julgamento fatal, que o condenaria irremediavelmente. E diante daquela circunstância o grande apóstolo diz: "Eu sei a condição que me encontro, mas não me sinto envergonhado por isto. Tudo o que passo está bem, uma vez que sei em quem tenho crido e estou bem certo que é poderoso para guardar o meu depósito até o fim".
I - PAULO TINHA UMA CERTEZA PRESENTE BASEADA NUMA EXPERIÊNCIA PASSADA
1. Notemos em primeiro lugar que apesar de ser um prisioneiro daquelas cadeias, não consistiam em vergonha para ele. Sua consciência era clara e sua certeza absoluta. Paulo queria viver para Deus e consagrar-lhe todos os momentos. Ele conhecia o coração de Deus e sentia que os seus sofrimentos eram por Deus mesmo permitidos.
2. Paulo sabia em quem havia crido. Sua vitória e certeza vieram em primeiro lugar pelo conhecimento que possuía. Notai que Paulo tinha fé, não credulidade. Paulo tinha fé, não tradição. Paulo tinha fé, não suposição.
3. Notai em segundo lugar que a fé de Paulo se baseava numa pessoa. "Quem tenho crido".
Dr. James Alexander estava à morte. Sua esposa veio para confortá-lo e disse: Lembra-se, querido daquelas palavras, "mas seu eu sei em quem tenho crido"? O ancião protestou. Não: "Eu sei quem tenho crido". Nem mesmo um erro de preposição era tolerável.
Frances Ridley Havergal (1836-1879) falando de suas lutas e tentações, disse: "Agora não tenho mais as dúvidas e tentações que por muitos anos me afligiram. Continuo lutando contra mim mesma e minhas quedas e fracassos, mas, apesar de tudo, não vejo razão para deixar de crer que estou salva, se Cristo morreu pelos meus pecados".
II - PAULO TINHA UMA CERTEZA PRESENTE BASEADA NUMA ESPERANÇA MÚTUA
1. "Aquele dia". Sim. Paulo viveu pensando na gloriosa certeza daquele dia. Recebemos esta semana um testemunho valioso a respeito dos livros que estão sendo vendidos pela Escola Bíblica do Ar. Era um amigo que falando de sua sogra dizia: Ela exclamou: "Que bênção podermos crer que haverá ressurreição".
Flávio Justino (100-165 d.C) recebeu a sentença pela qual era ordenada a sua decapitação. Perguntaram-lhe: "Então o senhor crê que depois de decapitado subirá ao céu"? "Estou tão certo da graça que Jesus obteve por mim, que nem que quisesse poderia fazê-lo" duvidar...
2. No último capítulo desta epístola (4:7-8), Paulo nos dá as palavras finais de sua vida e aqui ele reafirma a carta da ressurreição. Paulo tinha uma certeza presente em razão da esperança futura.
III - PAULO TINHA UMA CERTEZA PRESENTE BASEADA NUMA EXPERIÊNCIA PRESENTE
"Estou certo; minha mente me garante".
1. Ele é fiel.
2. Ele é poderoso. Minha fé é fraca, mas o Salvador é forte.
3. Ele é seguro e digno de toda confiança.
4. Quando Donald Cargill (1619-1681), em 27.07.1861, preparava-se para deixar este mundo, chamou um dos seus melhores amigos e passou-lhe às mãos uma velha Bíblia, dizendo: "Bendito seja o Senhor que por 30 anos me manteve na paz e fé que professei nele. E agora declaro que estou tão certo do interesse de Deus por mim e do interesse meu por Cristo tanto quanto o Espírito de Deus pensa em fazer. Não tenho medo da morte; não tenho medo do inferno; sei que estou completamente perdoado de todos os meus pecados, pelo precioso sangue de Cristo que me lavou e purificou.
Meus amigos, tendes uma alma. Ela para sempre permanecerá. Onde a irás guardar? O banco mais seguro é o Senhor Jesus.
Pastor cuja esposa inválida partira. O filho ali ao lado, que sempre reverenciava o pai, olhou e viu-o em lágrimas. O pai o abraçou ternamente e disse: -- "Meu filho, perdemos nossa grande amiga". E foi naquele dia que aquele filho sentiu pela primeira vez a grandeza do coração amoroso daquele pai.
Paulo aqui havia perdido seus amigos, mas Jesus se tornara mais precioso para ele. Seu depósito não falhara.


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