ANÁ, FILHO DE SEIR (Gênesis 36.24)

Pode parecer absurdo que que eu resolvesse vos falar hoje sobre um personagem tão obscuro, quanto Aná, filho de Seir. Não existe nada sobre a sua pessoa em qualquer comentário bíblico que consultei. Mesmo a questão do nome de seu pai é controvertida, um estudo do capítulo 36 de Gênesis nos dirá a razão. Todavia, desejo que os irmãos se tornem familiarizados com este personagem tão importante do nosso registro bíblico.


I – PORQUE ANÁ É IMPORTANTE

1. Será ele importante? Lembremos que seu nome só aparece duas vezes na Bíblia: Gênesis 36.24 e 1Crônicas 1.38.

2. Seu nome aparece na Bíblia com um pequeno comentário. Quantos nomes de pessoas que comemoram anos aparecem nos jornais desta cidade? Quantos nomes de pessoas aparecem nas placas de ruas? O espaço nestes casos vale ouro. Quanto não vale o espaço no maior livro de todos, ainda mais que não há dinheiro do mundo que o possa comprar!

3. Pensemos na razão porque Aná se tornou tão importante. Imaginemos Moisés a escrever o livro de Gênesis. Ouviu o nome de Aná e disse: “Ah, é verdade, este é aquele moço que achou as fontes de água quando apascentava os jumentos de seu pai no deserto”. Sua obra ficou e ficou para todas as gerações. Seu trabalho é como a obra de Maria que ao ungir Jesus não havia de pensar que seu nome se tornasse uma bênção e um exemplo para tantas gerações.


II – ANALISEMOS OS FEITOS DE ANÁ

1. A tradução Almeida diz que ele achou os mulos no deserto enquanto apascentava os jumentos. Diz a tradição judaica que ele achou o tipo híbrido que conhecemos como burro, hoje em dia. Se, foi ele quem conseguiu isto, fez de fato uma obra que somente os roceiros sabem avaliar.

2. Ele era um moço acostumado ao labor. Era esforçado. Cavador. Humilde no seu trabalho. Onde estava ele? Estava no deserto. Talvez sob um sol escaldante, mas firme no seu trabalho.

3. Era um homem que não parava no seu trabalho. Ele descobriu as fontes de águas quentes no deserto. Se é fontes termais; mostra que ele não somente descobriu, mas tornou este fato conhecido.


III – LIÇÕES PRÁTICAS DA VIDA DE ANÁ

1. Lição de filho obediente e ajudador.

2. De filho humilde, mas realizador.

3. De um homem trabalhador. Eu creio que a razão porque o Espírito Santo fez tanta questão de deixar na Bíblia os nomes de homens e mulheres que trabalharam, é porque deseja que assim sejamos. Por que se diz que Gedeão era trabalhador? Moisés? Daniel? Jesus? Simplesmente para deixar claro que Deus se admira do homem que trabalha.

O trabalho glorifica sempre. Barão de Mauá foi ver o Imperador D. Pedro II e disse-lhe da necessidade de se construir estradas de ferro. Mas não há verba, disse o Imperador. Todavia, o Barão insistia no seu ponto de vista: Sem estradas, o Brasil nunca será grande. Nesta hora, o Imperador olha suas botas e vê que estavam sujas de lamas... Mauá disse-lhe: Nossas estradas estão tão ruins, imagine-se o interior... D. Pedro disse-lhe então: Não posso atendê-lo, mas fique sabendo que é de homens como o senhor que o Brasil precisa.

Voltemos agora para Jesus. Ele encarou o trabalho. Quando começou a realizar sua obra, dele disseram seus adversários: Não é este o carpinteiro? Mais tarde ele mesmo disse: Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também...

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