AMÓS PROFETA DE DEUS (Amós 7.7; 15.8

Começaremos domingo a estudar alguns dos profetas do Velho Testamento, falando dos nossos dias. Estudaremos três lições sobre Amós. Amós foi um dos mais humildes profetas e iniciador de uma nova era na história da profecia antiga. Sua doutrina do homem na sociedade não foi ainda suplantada.

Era um pastor, não um pastor comum, mas de um tipo especial de rebanhos, se bem que haja dúvida sobre a palavra usada para descrever seu trabalho. Era cultivador de sicômoros, planta que dava um fruto mais ou menos como jabuticabas, barato e usado pela pobreza. Seu trabalho talvez fosse limpar os frutos, livrando-os de pragas comuns.

Em Amós 3.4-8, temos bonita declaração de razão porque pregava com tanto entusiasmo: “Falou o Senhor, quem não profetizará”? Em 7.14, temos outra declaração do profeta sobre sua chamada preciosa. Morava em Tekoa, cidade de defesa a 15 kms de Jerusalém e a 8 kms de Belém, numa elevação. Cidade construída por Roboão. Profetizou no norte, em Betel.

Pela descrição que Amós faz a sua chamada, vemos que ele não tinha um preparo especial. Todavia, é claro que ele tinha um grande preparo de leigo. Seu livro mostra-nos várias coisas que ele conhecia muito bem:

1. Tinha uma sabedoria do poder e da graça de Deus (1.3-; 3.2; 5.8; 8.9; 9.2). Ele descreve nesses versos o poder de Deus, seu domínio sobre as forças da natureza, sua retidão de caráter e sua justiça.

2. Tinha um conhecimento da história do seu povo. Parecia ainda ser um homem viajado, pois demonstra conhecer bem a geografia do seu país.

Comentando a lição:

O texto da lição se encontra em 7.1-15; 8.1-3. Veremos duas das visões do profeta. Amós já tinha estado pregando entre o povo do Reino do Norte por algum tempo. Já havia sentido bem de perto a riqueza e a luxúria do Reino do Norte. Agora ele aparece em um festival em Betel, capital do Reino do Norte, onde prega a mensagem encontrada neste estudo. Ali se encontraram face a face: O sacerdote, tendo o rei por guarda-costas, e o homem, o profeta, tendo Deus por defensor.

Este é o eterno conflito entre o crente e o mundo. Entre o interesse material e a vitória espiritual. “Se soltas a este homem a este homem não és amigo de César” (João 19.12). A mensagem do sacerdote mostra seu receio de desagradar o rei. Logo ao chegar apresenta o nome daquele a quem estava procurando: O rei, Amós... conspirou contra ti... 7.10 neste lugar glorioso... a terra não pode suportá-lo... verso 12... vai-te ó visionário... por que?... verso 13 explica.. o que mandava no santuário agora é o rei...

Quando a igreja se une ao Estado com o rei... então a igreja tem de suar meios pagãos para corroborar com o Estado. O sacerdote aqui era vassalo da autoridade.

Divisão as lição:

I – DIVISÃO DO PRUMO – SOLENE AVISO A ISRAEL (7.7-9).

1. Prumo, símbolo de juízo (2Reis 21.30. Muro representa o povo de Israel que feito a prumo estava prestes a cair. O profeta representa Deus que julga com justiça. Amós não disse que Deus derrubaria o muro. Ele cairia por si mesmo.

2. Os altos serão assolados. Altos santuários locais costume talvez dos cananeus (Deuteronômio 12.2). A principio havia bom culto, mas se degenerou.


II – ACUSAÇÃO E RÉPLICA (7.10-15)


1. Amazias era sacerdote, religioso, mas cego pelos interesses do reino traiu a sua mensagem. Perigo dos crentes se inflamarem pela política. Amazias não negou a verdade da doutrina de Amós, mas lamentou que tivesse falado contra o rei.

2. Vai-te- embora... verso12. E no verso 13 as razões porque Amós não poderia mais profetizar ali. Talvez o rei não tivesse ligado para Amazias, razão porque ele decidiu agir por si.

3. A bancarrota de Israel estava lançada. Sua esperança estava no reino e no santuário do rei, não em Deus.

4. Réplica de Amós: Não era profeta profissional. Não era da fraternidade de profetas. Até uma advinhadora era tratada por profeta naqueles dias. Amós era diferente. Notar em seguida a sua palavra: Amazias jamais poderia esperar que o profeta fosse tão forte. O direito sempre vence. O homem com a razão não precisa instrução.


III – A VISÃO DO CESTO DE FRUTOS (8.1-3)

Esta visão para muitos veio imediatamente à discussão com Amazias; tendo outras vindo anteriormente, isto é o que se segue. Uma mensagem de juízo. Israel estava prestes a ser comido. Frutas maduras são logo comidas. Cânticos do palácio, não no templo de Jerusalém. Cadáveres por toda a parte, destruição.

Apelo a aceitar hoje o amor de Deus.

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