A GRANDE DIFERENÇA (Malaquias 3.13-18)
- 2 de mar.
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Sermão pregado na Igreja Batista da Esperança, Centro do RJ em 19.01.1965
Vivemos em um mundo de contrastes. Ao mesmo tempo, em um mundo de semelhanças profundas. Mas o contraste do mundo físico não é senão um sinal dos contrastes do mundo espiritual. Vamos discutir agora este aspecto: semelhanças e contrastes.
I - OS QUE TEMEM A DEUS E OS QUE NÃO TEMEM
Malaquias situa bem os homens. De um lado os que temem ao Senhor. Do outro lado os que não o temem.
1. Caracterizemos os que não temem ao Senhor.
1) Dizem palavras agressivas.
2) São insensíveis: Que temos falado contra ti? -- "Não estou fazendo nada",
dos nossos dias.
3) São juízes: É inútil servir a Deus". Por que, se nunca serviram?
2. Caracterizemos os que temem ao Senhor.
1) Logo de início quero dizer que nem todos os que servem ao Senhor são iguais. Li
uma lista curiosa:
Carrinhos de mão: empurrados.
Canoas: remadas.
Papagaios de papel: segurados ou se perderão.
Navios sem leme: não sabem o destino.
Balões cheios de ar: estouram.
2). Caracterizemos os crentes genuínos.
1) Temem ao Senhor.
2) Vivem em camaradagem uns com os outros.
3) São possessão do Senhor, tesouro do Senhor.
4) Serão preservados pelo Senhor.
II - AS CONDIÇÕES DO MUNDO AMORTECEM A GRANDE DIFERENÇA
No dia final não haverá diferenças. Mas hoje as temos.
“Ora, pois, nós reputamos por felizes os soberbos; também os que cometem impiedade prosperam, sim, eles tentam ao Senhor e escapam.”
1) Há soberbos que se julgam bem-aventurados.
2) Impiedosos que se edificam.
3) Escarnecedores que vencem (verso 15).
4) Há fiéis que se sentem abalados. Inútil é servir a Deus. Mesmo problema do Salmo 73.
A fase atual do mundo é marcada pelo disfarce. Os homens vivem como marcados. Há mais disfarce no mundo de hoje do que se pode imaginar. Estamos em um palco amplo. As cabeleiras, as tintas, tudo isto impressiona.
III - O TEMPO DA GRANDE DIFERENÇA
Aí não haverá disfarces.
Não haverá dificuldade de se conhecer.
Não haverá dificuldade alguma para identificar: Faleceu no sábado um pastor e um alto investidor. Fomos ao quarto de ambos. O primeiro que visitamos foi o investidor. O segundo, o pastor. O primeiro parecia revoltado, triste, apavorado. O segundo sorria... estava dormindo. Ninguém diria que alguém pudesse sorrir depois de morto.


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