O MISTÉRIO DA GRAÇA DE DEUS (1Pedro 5.10)

Falar em graça salvadora é considerar um tema de proporções muito grandes, certamente além da nossa capacidade de interpretar.

A palavra graça aparece pela primeira vez na história da revelação, ao tempo quando Deus decidira acabar com o mundo que criara. Mas, “Noé achou graça aos olhos de Deus” (Gênesis 6.8-9).

Paulo comenta em Efésios 2.8 que a salvação vem pela graça, mediante a fé, oriunda de Deus e não de obras.

Certa noite, numa igreja que visitava, recebemos alegre hora de confraternização. Dentre aqueles havia um que alegrava-se pelo fato de ser ele a sétima geração de crentes.

Consideremos o Deus de toda a graça neste depoimento de Pedro apóstolo.


I – DEUS: AUTOR E AGENTE DO PLANO

1. Salvação planejada.

2. Salvação transmitida.


II – UMA OPERAÇÃO DE AMOR

Cristo nos chamou. Deus continua sendo o agente. Sabemos que a operação da nossa salvação foi realizada pelo Espírito Santo, quando abrimos a mente para aceitarmos Jesus. Nesta operação de novo nascimento a obra de Deus se fez completa. Ele realizou tudo.


III – UM CAMPO ABERTO A PROVAÇÕES


Paulo dizia que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. Na ocasião da epístola a perseguição era parte do caminhar dos crentes. Mas a graça maravilhosa de Deus se eleva acima das crises e perseguições. Existe uma sequência de vitórias oriundas na fé firmada pela graça nos caminhos do crente, inclusive na perseguição.

1. O aperfeiçoamento. O salmista lembra a mesma verdade do ensino de Salmo 138.8 “o que a mim concerne o Senhor levará a bom termo, a tua misericórdia ó Senhor, dura para sempre”. Observe a mão de Deus neste aperfeiçoamento.

2. Fortificar. Não basta a aparência, precisa conteúdo. A força do conteúdo.

3. Firmar. Volto ao tempo da construção do Edifício da Fé, na colocação das estacas. Elas deviam ir bem a fundo para segurar o peso.

4. Fundamentar. Paulo usa bela figura em Efésios 2.20-22, onde aprendemos: Existe um crescendo, um desenvolvimento na caminhada cristã.

Tudo é graça. Li há anos a experiência de um garoto londrino que via e se encantava com as uvas naquele tempo presente no castelo real. Os olhos que miravam as uvas despertaram o mordomo do pomar. E ao saber que o garoto desejava provar das uvas, trouxe alguns cachos que colocou em suas mãos. O garoto feliz tomou uma pequena moeda que segurava e tentou passá-la ao mordomo. “Guarda a moeda, o rei dá uvas, não vende uvas. O rei é meu pai”.

A tendência milenar dos homens é comprar a graça, mas o plano de Deus é conservá-la como dádiva imerecida.

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