AQUELE QUE LEVOU SOBRE SI AS NOSSAS DORES E ENFERMIDADRES (Isaias 53.4-5)

Estamos diante de um trecho impressionante. Dor e enfermidades são duas coisas mais temidas pelos homens. Um colega dizia-nos há tempos: nossa produção está esgotada. E esses analgésicos dão uma margem de lucro de quinhentos por cento. Porque os homens sentem o horror da dor e buscam fugir dela, mesmo às custas de sua saúde física, pois está provado o valor pernicioso de tais comprimidos sobre o organismo. Mas ninguém deseja ser enfermo e todos buscam saúde.

Quero vos falar a respeito daquele que morreu e levou sobre seu corpo nosso sofrimento e nossas dores. Meditemos em primeiro lugar:


I – A PROFUNDEZA DESTA EXPERIÊNCIA

1. Um pastor havia terminado seu sermão sobre o sofrimento de Jesus, quando um médico crente lhe telefonou para dizer que Jesus sofreu todas as espécies de feridas físicas conhecidas pela ciência: Moedura, dilaceração, perfuração, incisão e quebrantamento. E Jesus sofreu toda esta agonia e toda dor para “levar sobre si as nossas dores”.

2. Foi exatamente o que Mateus sentiu desde o início do ministério de Jesus (Mateus 8.17). Nós que nos queixamos de nossas dores poderemos avaliar a dor que Jesus sentiu. (Diz à história que o imperador Trajano, de certa feita, rasgou sua própria veste para atar as feridas de seus soldados). Aqui temos Jesus não somente dando suas vestes, pois estas ele as deu antes de ser morto, mas dando ainda o seu próprio sangue.

3. Notai: Não somente tomou sobre si as dores, mas as levou em si mesmo... “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). O pecado é causa das dores, o pecado Ele levou. Desta maneira Pedro interpreta as dores sobre Ele (1Pedro 2.24).

4. Quando João escreveu: “Levando Ele as costas a sua cruz”, ele estava querendo dar uma síntese do significado desta cruz. Nele estavam as nossas dores.

II – OS EFEITOS DESTA EXPERIÊNCIA SOBRE O FILHO DE DEUS

1. Não tinha parecer nem formosura... o pecado enfeia. Jamais esquecerei uma experiência dos dias da adolescência. Geralda... bela...perdida... chagas.

2. Desprezo... os rostos deles se escondiam... pensai na cena da cruz e vereis isto cumprido...

3. Opressão (verso 7). Nem liberdade mais para se defender. Acusado de impostor e condenado como um desprezível. Era qual um cordeiro indefeso, sem possível livramento.


III – OS EFEITOS DESTE SACRIFÍCIO

1. “Pelas suas pisaduras fomos sarados” (53.5). Existe uma planta conhecida por quase todos como bálsamo. Ela desprende um líquido de poder cicatrizante... as dores são aliviadas...e igual maneira age o sangue de Jesus, derramado depois de um sofrimento imenso. Derramado depois de um sofrimento imenso foi feita a provisão para que os homens tivessem luz e salvação.

2. Durante os dias do ministério de Jesus, Ele fez um convite (Mateus 11.25). Uma mulher perdida o ouviu e dias mais tarde ao saber que o Mestre iria jantar em companhia de um fariseu para lá se dirigiu. Alistemos os resultados naquela vida:

a) Amor para com o Salvador.

b) Arrependimento pelos seus pecados... nem ao menos elevava a sua cabeça para olhar a Jesus, tão indigna que se sentia.

c) Convicção absoluta do poder de Jesus em perdoar.

d) Satisfação perfeita por ouvir de seus lábios a palavra “Vai-te em paz a tua fé te salvou” ( Marcos 5.34).

Em 1848, houve uma tremenda guerra. Um jovem foi convocado para o serviço militar. Era arrimo. Pai tudo fez para ele conseguir um substituto. Tudo em vão. Triste foi a despedida. No quartel deram-lhe a farda e na noite seguinte havia de partir. De repente apresenta-se um dos colegas que lhe toma a mão e diz: “Tens pai e eu não tenho ninguém. Não fui convocado e você foi. Posso te substituir? Depois de muita relutância as vestes foram trocadas. Partiu... pelejou e morreu. Um coração grato levantou-lhe uma lápide comemorativa nos seguintes termos: “O sorteado Cesar Manati a seu substituto Carlos Donald”.

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