A LUTA PELA LIBERDADE CRISTÃ (Atos 15.1-6;22-29;Jo 8.31-36

Nossa lição de domingo passado mostrou-nos algo dos resultados por Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária. Em geral, nos lugares visitados, houve duas coisas bem distintas: uma grande aceitação por parte de um grupo e oposição de outro grupo.

Nossa lição de hoje chama atenção a um fato até então desconhecido, a não ser por dificuldades entre as viúvas discutidas no capítulo 6. O problema aqui é doutrinário. Paulo e Barnabé haviam começado uma grande e poderosa igreja, a qual enviou os missionários imediatamente para proclamar as verdades do Evangelho.

Naturalmente, a notícia correu e alguns judeus resolveram vir de Jerusalém à Antioquia para ver o que havia. E começaram então a perguntar: Que houve por ocasião do batismo de vocês? Há alguns preceitos que lhes tenha sido entregues? Sois circuncidados? E aproveitando a ausência do pastor eles começaram a instruir os crentes. Se não vos circuncidares, não vos salvares. A mesma doutrina católica de hoje. As obras salvam. A mesma doutrina das heresias.


I – A IGREJA EM PERIGO DE DIVISÃO – 15.1-6


A) Notemos as causas deste perigo:

1. Ausência demorada dos pastores da igreja. Este é ainda o problema de maioria de nossas igrejas.

2. Fraco doutrinamento dos crentes. Interessante notar que o fermento já estava instalados de tal forma que a igreja enviou seu pastor auxiliar à Jerusalém para certificar-se o que se passava. Uma razão disto é sem dúvida porque aqueles homens vinham de Jerusalém (verso 24).

B) Notemos a atitude da igreja ameaçada:

Uma atitude de humildade e compreensão. Nada de guerra civil. Antes resolveram enviar alguns embaixadores seus para verificar a questão.

Paulo e Barnabé e outros foram enviados e começaram a discutir antes do dia da sessão da igreja. Ver em Gálatas 2 que a discussão atingiu até alguns dos líderes da igreja. Paulo resistiu a Pedro na cara porque ele ser mostrava agressivo.

C) O resultado imediato da visita:

Certos da seita dos fariseus desejavam circuncidar a Tito e alguns outros na mesma hora. Não lhes foi permitido. Paulo se revoltou com a história e o resultado foi a convocação de uma sessão extraordinária.


II – DECISÃO DA IGREJA EM RELAÇÃO AO ASSUNTO (versos 22-29)

Os apóstolos e obreiros se reuniram primeiro. Há pessoas que censuram reunião de oficiais da igreja, mas elas são bíblicas (verso 6). O primeiro a falar foi Pedro, que já havia mudado de atitude em relação ao assunto, depois da forte discussão com Paulo. Pedro se lembrou e contou sua experiência com Cornélio, e então Paulo e Barnabé fizeram o mesmo.

Diante do crescimento dos boatos e contendas, toda a Igreja se reuniu e ouviram a Pedro, Paulo e Barnabé contando as experiências de salvação de muitos. Podemos, pois, sintetizar a decisão sábia da igreja em relação ao assunto nos seguintes passos:

1. Ouviu tudo que havia sobre o assunto.

2. O pastor da igreja, Tiago (verso 13-19), deu o seu parecer sobre o assunto, baseando-se em fatos bíblicos.

3. Uma comissão de crentes foi escolhida e enviada com Paulo e Barnabé à Antioquia, a qual foi seguida de uma carta. Notemos alguns fatos interessantes em relação à carta:

a) os emissários da paz.

b) o tratamento mui cordial... irmãos... amados...

c) as decisões (verso 25) tomadas não por um grupo, por um presbitério, mas pela igreja como igreja...

d) as recomendações da carta: abstinência do mal e da aparência do mal.


III – NORMA PERMANENTE DA DOUTRINA CRISTÃ – Gálatas 2.16

1. A norma cristã é independente da lei judaica, da lei de Moisés. Morte ao Batismo, morte ao catolicismo, morte ao espiritismo. A norma cristã da liberdade não se cinge em letra, mas vai ao profundo da mensagem espiritual.

2. Alguém chama a atenção ao fato de que este verso 16 marca o centro da teologia de Paulo. Assim como os países tem sua constituição, assim esta carta mostra a constituição do Evangelho.

3. É o principio espiritual que nos faz sermos irmãos. É o desejo de nos ver espiritualmente unificados que nos faz enviar missionários a abrir novos pontos de pregação do Evangelho.

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