CRISE DE PUBLICANOS (Lucas 18.9)

A parábola do fariseu e do publicano é uma das parábolas mais ilustrativas da coragem, da intrepidez de Jesus. Jesus a contou para mostrar que o orgulho e a retidão própria é tanto pecado quanto a humildade penitente é sublime graça. Jesus não criticou a fala no fariseu, não negou que ele tivesse até certa razão de dizer o que disse, mas deixou bem claro que ele voltou para casa da mesma maneira que viera ao templo. Não voltou justificado.

I - CRISE DE PUBLICANOS MOTIVADA PELA ABUNDÂNCIA DE FARISEUS
1. Para nós hoje em dia, ser fariseu é ser hipócrita. Mas não era assim no tempo de Jesus. No seu tempo ser fariseu era ser popular. Era ser obedecido por um enorme grupo de fiéis. Era ser consultado sobre uma infinidade de assuntos. Era ser reverenciado.
2. Por outro lado, Jesus deixou bem claro, ele que conhecia os corações, o fato de que o orgulho estava no coração dos fariseus para corroer-lhes as possíveis virtudes que possuíssem.
3. Notemos as virtudes desse fariseu segundo suas próprias palavras:
a) Ele felicitava a Deus pelo privilégio de tê-lo como seu servo: Isto era orgulho e presunção.
b) Congratulou-se em seguida pelas virtudes de omissão: Não sou como os demais, nem roubador, nem injusto e nem adúltero
c) Exaltou as virtudes de omissão: Jejuo duas vezes na semana. A lei pedia um dia de jejum por ano. Ele jejuava 2 vezes, possivelmente segundas e quintas-feiras, dias em que Moisés, segundo a tradição teria subido e descido do Sinai. Além do mais exagerava a doutrina do dízimo a ponto de dizimar hortelã e cominho, coisinhas insignificantes.
4. Seu retrato é exatamente o retrato de nossa época. Senão vejamos:
a) Quantas vezes alguém que por causa do seu dízimo dado religiosamente pode viver como quer.
b) Quantas vezes alguém pensa que por causa de sua cultura e posição pode e deve merecer concessões por parte da igreja.
c) Em terceiro lugar, notemos fora de nossas igrejas como há homens cheios de idéias e de conhecimentos. Homens populares, cheios dito e daquilo.
5) Aprendamos a lição: O fariseu apesar de tudo não desceu justificado para casa.

II - CRISE DE PUBLICANOS MOTIVADA PELA AUSÊNCIA DO ESPÍRITO DO PUBLICANO
A essência do espírito do publicano era a humildade. Sua oração era a prova viva de uma fé pequenina e frágil, mas que descansava em Deus. Estamos em crise de fé e de espírito. Falta-nos fé e confiança, crer e descansar em Deus. Há algum tempo um jovem lia comovido a Bíblia quando o incrédulo disse: Pode crer no absurdo da travessia do mar vermelho? Como pode isto ser feito? O que me maravilha não é a travessia do mar. Fico maravilhado é de pensar como Deus pôde fazer o mar.
1. Jornal chinês escreveu: Nós nos valemos do calor que vem de milhares e milhões de quilômetros enviados pelo sol. Valemo-nos da influência da luz da lua, mas desprezamos o poder da fé e da oração ao alcance de nossas mãos.
2. Falta de fé humilde e submissa. Há pessoas que nem podem fechar os olhos enquanto outros oram. Um presidente de uma organização de nossa igreja não sente necessidade de orar porque não tem aquela fé que impulsiona a ora.
3. Falta de fé ousada e realizadora. Fé de William Carey (1761-1834). Fé de Salomão L. Ginsburg (1867-1927). Fé de William B. Bagby (1855-1939)

III - DESCEU JUSTIFICADO PARA CASA
A carta aos Hebreus diz que Abel antes de ser morto por seu irmão pela fé alcançara testemunho de que agradara a Deus. Paulo escreve aos Romanos e informa que o Espírito testifica ao nosso espírito que somos filhos de Deus (8.16). Notemos que tanto o fariseu como o publicano vieram ao templo para orar. E um saiu justificado e o outro não. E ambos oraram. Mas o fariseu se esqueceu daquela gloriosa expressão do salmista: "Um coração quebrantando e contrito não desprezarás, ó Deus" (Salmo 51.17).
Como eu quisera que cada um de nós adoradores do Deus altíssimo pudéssemos sentir hoje e sempre que desceu justificado para casa. Em nenhuma outra ocasião a alma se revela mais que na oração. A essência da humildade é coragem para confessar com sinceridade os sentimentos e as necessidades. Somente desceremos justificados para casa trazendo no rosto a expressão da graça e gozo, quando aprendermos a reconhecer Deus no que Ele é, e nós mesmos no quando verdadeiramente somos. "Deus tem misericórdia".


 

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