REFLEXÕES SOBRE O SOFRIMENTO DE JÓ

Humanamente falando, Jó exemplifica o sofrimento. Talvez nenhum ser humano, fora de Jesus, tenha sofrido mais que o lendário patriarca. E temos nos últimos capítulos do livro que traz seu nome algo que nos encanta e anima em momentos de provação. Existem aqueles que pensam que o crente dedicado em todas as coisas estará isento de uns tantos desconfortos e sofrimentos.

O que a Bíblia registra em relação aos patriarcas, a Moisés, Jeremias, João Batista e Paulo, demonstra o contrário. Ninguém derramou mais lágrimas que Jeremias, ainda que poucos tenham emparelhado em conhecimento e fidelidade! Vamos nos deter em alguns pontos do livro de Jó, procurando estimular nossa fé no meio do sofrimento:

I - JÓ CRIA NO PODER DE DEUS EM MEIO AO SOFRIMENTO PELO FATO DE TER PRESENCIADO A AÇÃO DE DEUS NO PASSADO (Jó 4.1; 41.34).

Temos aqui um diálogo entre Deus e Jó. O servo lamentava sua sina, mas Deus responde às queixas, deixando em Jó a convicção de que Deus estava certo. Os versos 4-5 ilustram isto.

Deus fala a Jó de dentro do redemoinho! Os poderosos atos de Deus são exibidos ante os olhos lacrimosos de Jó. Os atos de Deus aparecem em contraste às fraquezas humanas. Lemos nos versos 33 e 34 do capítulo 41, algo da conclusão clara no tocante ao poder de Deus. Quando olhamos o passado sentimos algo do poder de Deus.

II - JÓ PODIA CONTINUAR CRENDO, TENDO EM VISTA O DEUS PRESENTE (42.1-6)

A fala de Deus levou o patriarca a parar e pensar. Enquanto olhava o passado e se concentrava no presente ao seu redor, Jó abriu o coração em santo reconhecimento. Os versos 2 e 5 são maravilhosos.

III - JÓ PODIA SE ALEGRAR NO SOFRIMENTO, TENDO EM VISTA O PODER QUE REDESCOBRIU EM DEUS (42.10-17)

1. Observemos o homem que se ajoelha para orar pelos seus amigos. Agora, os olhos de Jó viam nos adversários verdadeiros amigos. Em consequência da sua amizade, Jó resolve interceder por eles. Jó podia sentir agora a dor que alguns deles experimentaram.

Jó falava com Deus, não mais sobre seus problemas, mas intercedia pelos problemas alheios. Não mais se sentia o peso da acusação, mas as necessidades dos acusadores. E Jó começou o caminho da intercessão: Oh! Deus, quero orar por Elifaz, o temanita. Oh! Deus, quero interceder a favor de Bildade,o suita. Quero orar por Zofar, o naamatita. Quero entender bem o sentido das palavras de Eliu, o buzita.

O cenário é belo. Alguém está em oração a favor de um acusador. Ouve-se uma intercessão pelos impacientes e nervosos amigos. Deus ouviu a intercessão

2. Deus ouviu a intercessão e mudou o cativeiro de Jó. O servo voltou a ser próspero. O servo voltou a ser rico, mais ainda que antes. O servo tornou a edificar linda família. O verso 42 no encerramento da narrativa declara que Deus deu tudo em dobro a seu servo fiel.

Leiamos Romanos 8.18: "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós". Paulo nos ensina algo maravilhoso que paira dentro do ensino de Jó. Aqui temos tema para muitas verdades.

- Sofrimento no seio da família.

- Sofrimento no meio da sociedade, em nosso relacionamento com outros.

- Sofrimento oriundo de uma pausa errada em nosso relacionamento com Deus.

Quando paramos de contar as bênçãos sentiremos os espinhos da caminhada. Oh, Segui sempre o farol.

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