O SIGNIFICADO DO MESSIAS NO PASSADO E NO PRESENTE - Mateus 16.13-23

25.12.1953


Nosso texto apresenta a célebre confissão de Pedro de que Jesus era o Cristo. Como dissemos outro domingo, a palavra Cristo não é senão a forma grega da palavra Messias do Velho Testamento que significa ungido. 


A doutrina do Messias tem sugerido muitos livros, dentre os quais se destaca um de autoria de ex-pastor da Igreja Batista da Tijuca sobre a Esperança Messiânica. É um assunto vasto e fascinante que descortina perante os nossos olhos não somente a cena dos pastores e da manjedoura. O eterno propósito de Deus era com seus filhos. Para nosso conforto e meditação, nesta manhã de Natal, vamos considerar três pontos em relação ao Natal e à obra messiânica.


I – A DOUTRINA DO MESSIAS ERA A ESPERANÇA DE ISRAEL
Daniel fala do aparecimento do Messias e do domínio de Deus no coração dos homens. Ageu fala-nos do desejado de todas as nações. Tais expressões são o reflexo do profundo anseio da presença de um libertador, no coração daquele povo.
Na mente de Adão e Eva, o Messias seria a encarnação da promessa gloriosa que receberam ainda no dia de sua queda no pecado. Para Abrão, o Messias seria a consumação daquele ato que ele só pela fé intendeu realizar, mas que foi protelado pelo amor do próprio Deus.
Para Jacó, cuja vida fora tão atribulada, a esperança do Messias seria Shiloh, ou o rei da paz. Para Moisés, o Messias seria o grande profeta, aquele que seria ouvido por todos.
2) Com o correr dos tempos, três pontos cristalizaram as esperanças de Israel em relação ao Messias: Ele restauraria Jerusalém ao seu esplendor: ”Se eu me esquecer de tí, ó Jerusalém”... Dia após dia oravam os israelitas: “Alteia tua trombeta e anuncia ó Deus, nossa libertação; ergue a tua bandeira, Senhor, como símbolo de nossa libertação e reúne-nos, Senhor, dos quatro cantos da terra. Bendito seja o Senhor que reúne os desprezados de Israel”. 
Israel era a oliveira que nunca perde as folhas e sua união seria suprema conquista. Alguns dos escritores apócrifos chegavam a imaginar os ventos a soprarem enquanto os israelitas eram trazidos em carruagens de volta à terra (Edersheim).
a) Ele reuniria os dispersos do meio das nações.
b) Ele reconstruiria o majestoso templo.
3) A ideia messiânica tomava corpo. No Talmude se encontram expressões como estas: “Todos os profetas profetizaram somente os dias do Messias... O mundo fora criado por Deus por causa do Messias”. Os rabinos encontravam 456 referências ao Messias no Velho Testamento, 75 no Pentateuco, 243 nos Profetas e 138 nos livros poéticos. Surgiam então os nomes para o Messias: Isaque, Ismael, Moisés, Salomão, Josias e finalmente “O nome do Messias”.


II – MAS A DOUTRINA ERA TAMBÉM UMA NECESSIDADE
Em Jó 9.29-33 – Este é reflexo do pensamento da época. Se o livro de Jó foi escrito por Moisés, podemos compreender quão grande era a ansiedade já nos tempos bem recuados.
No Salmo 49 o escritor reconhece que a redenção de qualquer alma seria caríssima e que alguém morreria antes de conseguir alcançá-la.
Na história profana o mesmo fenômeno se fez sentir. 
Suetônio, na biografia de Vespasiano, afirma que amplamente se generalizara entre todos os povos a expectativa de que alguém aparecesse entre os homens, dotado de características sobre-humanas para salvar a humanidade do abismo.
Pitágoras: Não é fácil conhecer os deveres, a não ser que o próprio Deus os ensine ou alguma pessoa os tenha  recebido de Deus ou os tenha conhecido por algum processo divino. 
Sócrates: Esperemos com paciência, até que saibamos com certeza como nos portar para com Deus.
Platão: Esperemos por alguém que seja ele um deus ou um homem inspirado para instruir-nos no que concerne aos nossos deveres e para tirar as traves dos nossos olhos.
Vinte e dois falsos messias são apresentados na Enciclopédia “Biblcal Theological and Eclesiastical Literature” – vol. 6, pág.141.

 

III – O ERRO DE ISRAEL EM RELAÇÃO AO MESSIAS

Israel queria um fazedor de milagres e multiplicador de pães para seu Messias.
Israel esperava um Messias que fosse Salvador Nacional, mas não esperava um sacerdote individual. Eles esperavam uma salvação em massa, sem coisa alguma necessária da parte do pecador.
Israel tinha uma concepção errada do pecado. O pecado, diziam, é mal da carne e inevitável. Este é o erro de muitos.
Façamos do Cristo o nosso libertador e sigamos-lhe as pegadas.

 

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