CAPÍTULO V

Crente, consagrado e humilde, pensava David em prosseguir os estudos, preparando-se para melhor servir. Para isso, precisava ingressar no Seminário. Assim, em 1941, seguia para o Rio de Janeiro, matriculando-se no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Para custear os estudos teve que enfrentar novas tarefas, tais como ser empregado na Casa Publicadora Batista, trabalhar com igrejas e tanta outra coisa, tudo com o propósito firme da conquista de um ideal. Deus foi testemunha da vicissitude que enfrentou. Com pouco dinheiro para tantas despesas, este moço não raras vezes limitou-se a uma única refeição, guardando o pequeno pão do almoço para servi-lhe de jantar.

Sabe-se também que sendo convidado a pregar em certa igreja, não possuía dinheiro suficiente para o transporte. Pensou, no entanto, que o importante era ir, a volta era coisa secundária. Recatado sempre, nunca murmurou nem se queixou, pelo que não iria reclamar.

Foi muito feliz naquela reunião, sendo cumprimentado por muitos com palavras de estímulo.

Tendo o povo saído, ele precisava sair também. Pensou: mas tomar o transporte com que? Qual não foi sua surpresa quando ao despedir-se de alguém, foi-lhe colocada na mão certa importância para o transporte, como se esse tivesse adivinhado sua condição. Somente a providência divina podia ter vindo ao seu encontro.

Tantos outros fatos podiam rememorar, para revelar o cuidado de Deus pela vida desse jovem. Inúmeras foram suas privações naquele período memorável, quando preparava-se para o glorioso trabalho. O tempo passava célere, no entanto, e já se aproxima o término da jornada como seminarista. Cercado e coroado de bênçãos do Altíssimo viu seu ideal concretizado. Chegara o momento feliz porque tanto ansiava. Vencera com brilhantismo o período preparatório para a carreira que abraçara.

Já vendo o raiar de novas esperanças, recebe a visita de sua família. Seu pai havia chegado em companhia da irmã Isa (a irmã mais nova), para assistirem à sua formatura. Ficou feliz com a alegre surpresa.

Tendo quase tudo pronto, faltava-lhe apenas uma camisa nova. Pediu, então, à bondosa Isa que levasse sua camisa para a solenidade daquela noite. Para sua admiração, Isa lhe informa que havia ali uma camisa nova para que se apresentasse naquela noite. Ela trouxera-lhe de presente. Como soube ele agradecer a bondade da irmã e a providência imediata de Deus através dela. A gloriosa vitória ocorreu em 1944.

Waldemira Gomes de Sá Ano 1965. Não mencionada a editora. Publicação independente.

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