A RESPONSABILIDADE DO CRISTÃO NA VIDA PÚBLICA

Mt 5.13-17; 13.33; At 5.25-29; 1Pe 3.13-16

 

              O cristão é como o sal, disse Jesus. E o sal faz duas coisas: Ele preserva e dá sabor. Uma vida santa é uma vida agradável. Ela faz bem ao ambiente e dignifica o possuidor. “O que a vida é para o corpo são os cristãos r4eais para o mundo”, disse um sábio desconhecido no século segundo. Por outro lado, os cristãos como sal dão graça ao mundo. Quando alguém conta uma anedota sem graça, dizemos: Esta não tem sal. Pois sal é graça, realmente. Mas sal sem sabor para nada presta. Assim o cristão sem vida e atitudes cristãs é anomalia e se torna pernicioso. Alguém disse: Há honra para alguém que se apresente como ex-presidente da República. Mas não há honra para alguém que se apresente como ex-cristão. Este será “pisado pelos homens”, disse Jesus. O cristão é também, disse Cristo, luz do mundo. Em João capítulo 8 Jesus se chama Luz do mundo. O ensino então é que o cristão é luz, mas sua luz provém da verdadeira luz, ou seja, de Jesus. Em seguida o Mestre diz que a luz não é para ser escondida, mas para ser colocada ao alto onde todos possam dela se beneficiar. Lembremos que Jesus viveu no tempo de lampiões e lamparinas. E ninguém haveria de acender um lampião e coloca-lo dentro de duma caixa, para brilhar. Assim disse Jesus é o cristão. Ele deve brilhar onde quer que se encontre.


             A terceira metáfora que Jesus usa para descrever o cristão foi tirada de uma cozinha. Jesus talvez tivesse visto sua mãe preparar pão e bolo e talvez tenha mesmo se impressionado com a quantia de fermento necessário a um grande bolo. Ele sabia como uma coisa tão pequena e tão pouca podia fazer tanta mudança. Assim era a Causa que pregava. Estava tendo um pequeno inicio, mas Jesus prefigurava um grande resultado. Nada que seja realmente grande pode se formar num instante. Grandes e frondosas árvores levam anos para se tornarem frondosas. O fermento age sem alerdes, mas mostra seu efeito. O cristão não deve viver de discutir, mas de convencer pelo exemplo e pela vida.


             Temos visto, portanto, a função tríplice da vida cristã na sociedade. Ela é pura e santa, e como o sal preserva e dá gosto; ela é santa e pura e como a luz ilumina o ambiente; ela é humilde e fraca, mas dá pelo exemplo grandes resultados. Até aqui temos visto o que o cristão deve ser. Os dois últimos trechos bíblicos mostram o cristão em ação. No primeiro temos o testemunho dos apóstolos quando presos pelo crime de haverem anunciado o Evangelho. Já haviam ele sido libertos maravilhosamente por Deus agora e agora, eis que de novo estavam na praça a pregar o mesmo Jesus. E ao serem outra vez ameaçados Pedro, interpretando o desejo do grupo disse: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens”. Temos aqui uma lealdade consciente. Uma determinação santa. O cristão não é servo dos homens, mas é servo de Deus. Suas ordens promanam de Deus e Deus jamais pedirá um absurdo ao seu servo. No caso presente os apóstolos não estavam sendo desrespeitadores de leis ou de crenças alheias. Eles estavam dando o testemunho do que Cristo fizera por suas vidas, em plena ordem e disciplina. Dispersá-los não era atitude correta. Mas desde que os inimigos assim quiseram, Pedro lhes deu a única resposta que o verdadeiro cristão poderia ter dado: Mas importa obedecer a Deus do que aos homens.


          O último trecho bíblico nos apresenta palavras do mesmo apóstolo Pedro. Nos versos 13 a 16 deste trecho, Pedro apresenta sete coisas nas quais o cristão deve mostrar sua coragem e paciência: “Qual é aquele que vos fará mal se fordes zelosos do bem?... Se padecerdes amor da justiça sois bem aventurados. Não temeis com medo deles nem vos turbeis... Antes santificai a Cristo em vossos corações... tendo boa consciência para que naquilo em que falam mal de vós... fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo”. Segundo este ensino apostólico o cristão vive no mundo em santa coragem. Ele é corajoso no zelo, no sofrimento, nas ameaças, na consciência. Temos aqui um grande ensino: Pedro sabia que os cristãos somente haveriam de sofrer. O maior do cristão é oriundo do fato de que ele tem de ser diferente. Uma jovem dizia ao seu pastor recentemente: Estou sofrendo pastor. Sim, porque minhas colegas de trabalho zombam de mim porque sou a única que não fumo e que não danço e que não bebo – Estou vivendo em tempos perigosos, dizia. Mas é isto justamente que Pedro antevia para os dias futuros. E sempre foi e há de ser assim. Mas ao cristão o que importa é ser leal e fiel ao seu Senhor, na sua consciência. “Santificai ao Senhor em vossos corações... tendo uma boa consciência"... Que assim seja com todos os distintos alunos e colaboradores da Escola Bíblica do Ar agora e sempre.

EM; A VOZ DA ESCOLA BÍBLICA DO AR
Ano I – Março de 1953 – número 3

Pastor David Gomes

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